Vocabulário de dança em francês

Não é preciso conhecer a história do ballet clássico para saber a importância da França na sua formação e consolidação no mundo da dança; além do mais, praticamente toda a terminologia é em francês.

O texto “O francês em sala de aula” foi uma das primeiras publicações do blog. Lá eu dizia sobre a importância de conhecermos minimamente o significado das palavras porque isso facilitaria o nosso desenvolvimento na dança.

Quase doze anos depois, olha que interessante: a professora de francês Elisa, do Avec Elisa, publicou ontem no YouTube uma aula sobre vocabulário de dança em francês. O vídeo é curto, tem 15 minutos, mas é possível aprender o básico. Importante ressaltar que não é voltado apenas para o ballet clássico, há tanto termos gerais como alguns específicos de outras modalidades.

Vamos estudar?

“Aprender francês em contexto: vocabulário de dança em francês”, Avec Elisa, 11 jan. 2021.

Os primeiros passos de um novo ano

Quem não conhece Dom Quixote? No mundo da dança, é mais fácil associarem esse nome a Marius Petipa e Ludwig Minkus do que a Miguel de Cervantes. Os primeiros acordes do desafio ou da variação de Kitri são suficientes para o figurino e a coreografia surgirem na nossa mente.

Porém, Marius Petipa não foi o primeiro a adaptar o romance para a dança. A primeira montagem foi realizada em 1740 pelo coreógrafo austríaco Franz Hilverding. Desde então, acho difícil termos um número exato das diversas montagens e remontagens inspiradas nessa obra realizadas ao longo de tanto tempo. Uma coisa é certa: Dom Quixote faz parte do nosso imaginário.

Sendo assim, o que faz parte do nosso imaginário é difícil enxergá-lo de outra maneira. Pegue a Kitri que você conhece, o nome dela é Aldonza. Esse é o nome daquela que inspirou a personagem Dulcineia na obra literária. Também é o nome da personagem na montagem de Dom Quixote (2016), de Aaron S. Watkin, para o Semperoper Dresden Ballett. Além disso, ele acrescentou músicas de Manuel de Falla às conhecidas de Ludwig Minkus. Eu publiquei um trecho dessa montagem anos antes: a coda do sonho, muito diferente da nossa velha conhecida. Nasceu uma obra nova, mas ainda assim encantadora.

Eu gosto especialmente desta variação e a achei perfeita para a primeira publicação de 2021. Tantas coisas mudaram, mas ainda assim vamos seguir sendo quem somos. Ou melhores do que éramos no passado.

“Segunda Variação de Aldonza”, ato 1, Dom Quixote, Semperoper Dresdren, Svetlana Gileva.

O meu ano na dança

Em 2020,

Eu assisti online a várias obras de dança: pré-gravadas, gravadas especialmente para este momento de isolamento social, transmissões ao vivo.
Eu assisti a mais obras de companhias brasileiras do que de companhias internacionais.
Eu assisti a mais obras de dança contemporânea do que de ballet clássico.
Eu assisti a poucas lives, mas todas de profissionais da área.
Eu assisti à dança em outros meios, de videodança a palestras, de trechos curtos a documentário.
Eu ouvi trilhas sonoras de espetáculos de dança.
Eu ouvi podcasts de dança.
Eu li textos sobre dança.
Eu participei de uma oficina sobre produção audiovisual em dança.
Eu mantive o blog com posts nem tão regulares ao longo do ano todo.
Eu fiz newsletters sobre dança.
Eu pesquisei e escrevi profissionalmente sobre dança.
Eu não dancei. Mesmo assim, a dança foi presente na minha vida como nunca.
E este é o meu desejo para o próximo ano: a dança sempre presente, da maneira que for.

Até 2021.