Um coreógrafo ganhador do Oscar

Ontem foi noite de Oscar e, sinceramente, não lembro qual foi a última vez em que não assisti à entrega dos prêmios. Todo ano eu penso, “Não vou mais assistir”, mas lá estou eu acordada até duas da madrugada.

A apresentadora do prêmio de melhor filme estrangeiro foi a atriz Rita Moreno, vencedora de melhor atriz coadjuvante em 1962 por West Side Story (Amor, sublime amor). Na hora eu pensei: “Preciso escrever sobre isso no blog”. Por quê? O filme foi vencedor de dez prêmios, entre eles, o de melhor direção para Robert Wise e Jerome Robbins. Alguém reconheceu o segundo nome?

Jerome Robbins foi um dos grandes coreógrafos do nosso tempo, tanto no ballet clássico quanto em musicais. Aposto que vocês conhecem alguma dessas obras (clique nos títulos para assistir a trechos): Dances at the Gathering, In the Night, The Concert, Other Dances. Pelo menos alguma delas faz parte do repertório das grandes companhias de dança mundo afora.

Sobre o filme, ele codirigiu e coreografou West Side Story, que também é um musical de grande sucesso até hoje. E quem nunca assistiu à Rita Moreno cantando e dançando “America” e quis sair dançando pela sala de casa?

“America”, West Side Story, Robert Wise e Jerome Robbins.

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West Side Story já esteve presente em um post do meu aniversário, aqui.
• Para quem também ama a Rita Moreno, hoje ela faz parte da ótima One day at the time, disponível na Netflix.

Um feliz aniversário para a bailarina

Quando eu era menina, amava dançar pela casa, na rua, na sala de espera do consultório médico. Não queria me exibir, não me importava com os outros a minha volta. Eu só queria uma coisa: dançar.

Além disso, eu me achava a menina mais linda do mundo. Não me comparava com as outras, eram todas lindas também. Mas eu me achava especialmente bonita, porque eu era eu. Estava feliz em ser assim.

O tempo passa, crescemos, nos tornamos adultas. As cem amarras nos prendem aos mil medos. Dançar quando der vontade, nunca mais. Achar-se linda, nem em pensamento. A alegria e o amor por si mesma vão embora sem hora para voltar.

Pensei nisso ao olhar para trás para escolher um presente para mim. Hoje é o meu aniversário e quem acompanha o blog sabe: todo ano, me dou uma coreografia de presente. Assim foi em 2009, 2010, 2011 e 2012.

Neste ano, será diferente. Não escolhi uma variação, um grand pas de deux ou um repertório. Eu trouxe de volta aquela menina do passado. Dançarei do jeito que eu quiser, me sentindo a mais linda do condado. Esse é o meu presente.

Natalie Wood, em I Feel Pretty, de “West Side Story”, 1961.

O presente não é apenas para mim. Dancem e sintam-se lindas! É o mínimo que vocês merecem.

Agora, com licença, tenho muito o que dançar no dia de hoje.