Como é feito um tutu

Neste vídeo do Royal Swedish Opera, que abriga o Royal Swedish Ballet, vemos como é feito um tutu. Se o trabalho é difícil e demorado assim somente para fazer o tutu (a “saia” por assim dizer), pensem no tempo e conhecimento para fazer o corpete, os bordados, o acabamento. As costureiras responsáveis pelos figurinos merecem todos os aplausos.

Att göra en tutu, Kungliga Operan (The making of a tutu, The Royal Swedish Opera).

Os pequenos e grandes cisnes

Aposto um cacho dos meus cabelos: a coreografia/música mais conhecida de O lago dos cisnes é o pas de quatre dos pequenos cisnes. Mesmo aqueles que nada sabem de ballet clássico já ouviram. Infelizmente, o pas de quatre dos grandes cisnes (ou duo ou pas de trois, dependendo da montagem), que vem em seguida, não tem o mesmo reconhecimento.

E por que pequenos e grandes? Prestem atenção nas duas coreografias. A questão não é a altura, mas a amplitude do movimento. Enquanto o primeiro é comedido (pequeno), as bailarinas andam em bloco, movimentam apenas as pernas e o foco são os pés; o segundo é amplo (grande), as bailarinas começam distantes, vão tomando o espaço do palco na medida que a música avança, o foco são as pernas altas e os saltos. É bacana assistir a ambos na sequência. Os dois vídeos são do The Royal Swedish Ballet.

Adoro os dois, mas o segundo enche os meus olhos. Quando assisti a esse ballet pela primeira vez com olhar de bailarina, foi um dos momentos mais impressionantes para mim. Acho lindo e inovador. Na verdade, os dois atos (2º e 4º) coreografados pelo Ivanov são arrasadores, com todo o respeito ao Petipa (que coreografou o 1º e 3º). Saber utilizar o espaço dessa maneira não é para qualquer um.

Essa analogia entre pequenos e grandes cisnes com pequenos e grandes movimentos é percepção minha. Não li nada a respeito, posso estar falando uma imensa bobagem. É apenas a minha maneira de enxergar.

Quem quer dançar os dois comigo levanta a mão!