Arenal

Sabe quando a gente se apaixona por uma obra? Primeiro, assisti a uma sequência e me encantei. Depois, assisti à obra completa e ela me ganhou para todo o sempre. Estou falando de “Arenal”, de Nacho Duato.

Nem todos vão gostar, é dança contemporânea. Mas quem quiser conhecer outros ares, irá se surpreender.

Esta é a sequência que amei. Para assistir à obra completa, aqui. (É a primeira do vídeo.)

Trecho de “Arenal”, Nacho Duato, Compañía Nacional de Danza.

O pas de trois que virou grand pas de deux

Nunca me vi como uma grande fã de “O corsário”, mas só agora percebi quantas vezes esse repertório já apareceu por aqui. No fim das contas, acho que existe um amor não reconhecido da minha parte.

Quem sabe isso mude, especialmente depois desse grand pas de deux. Originalmente, ele é um pas de trois dançado por Medora, Conrad e Ali, com adágio, três variações e coda, mas é comum vê-lo adaptado com um bailarino e uma bailarina. Nesta montagem do American Ballet Theatre, é um pouco diferente: o adágio é um pas de trois, há apenas duas variações, do Ali e da Medora, e o Conrad volta no fim da coda.

Além da beleza, vemos a presença de palco destes três bailarinos: Angel Corella, Julie Kent e Ethan Stiefel. A ovação do público não é à toa, como eles brilham em cena! Pena que essa qualidade seja cada vez mais rara nos bailarinos.

Pas de trois, “O corsário”, American Ballet Theatre, 1999.
Angel Corella (Ali), Julie Kent (Medora) e Ethan Stiefel (Conrad).

E só mais uma coisa: Angel Corella, todo o meu amor para você.

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A história de “O corsário” pode ser lida aqui.

Ensaio de Monotones II (e mais bailarinos neste lugar)

Um dos leitores do blog, o Marlon, disse que gostaria de ver mais posts de variações masculinas e informações voltadas aos bailarinos. Não foi em tom de crítica, além de ele ter toda razão. Eu quase não falo de homens no ballet, já perceberam? E, mesmo assim, há leitores assíduos que não apenas estão sempre por aqui, mas comentam e compartilham suas experiências. Eles merecem mais consideração da minha parte.

Por isso, os bailarinos aparecerão mais no blog. Às vezes, farei posts só para eles; outras vezes, eles aparecerão ao lado das bailarinas. Afinal, também é bacana dançarmos todos juntos.

E será assim que vamos começar: um pas de trois com dois bailarinos e uma bailarina.

Trecho do ensaio de “Monotones II”, Royal Ballet. Edward Watson, Marianela Nuñez e Federico Bonelli.

Quem quiser conhecer Monotones I e II, aqui.