Um coreógrafo ganhador do Oscar

Ontem foi noite de Oscar e, sinceramente, não lembro qual foi a última vez em que não assisti à entrega dos prêmios. Todo ano eu penso, “Não vou mais assistir”, mas lá estou eu acordada até duas da madrugada.

A apresentadora do prêmio de melhor filme estrangeiro foi a atriz Rita Moreno, vencedora de melhor atriz coadjuvante em 1962 por West Side Story (Amor, sublime amor). Na hora eu pensei: “Preciso escrever sobre isso no blog”. Por quê? O filme foi vencedor de dez prêmios, entre eles, o de melhor direção para Robert Wise e Jerome Robbins. Alguém reconheceu o segundo nome?

Jerome Robbins foi um dos grandes coreógrafos do nosso tempo, tanto no ballet clássico quanto em musicais. Aposto que vocês conhecem alguma dessas obras (clique nos títulos para assistir a trechos): Dances at the Gathering, In the Night, The Concert, Other Dances. Pelo menos alguma delas faz parte do repertório das grandes companhias de dança mundo afora.

Sobre o filme, ele codirigiu e coreografou West Side Story, que também é um musical de grande sucesso até hoje. E quem nunca assistiu à Rita Moreno cantando e dançando “America” e quis sair dançando pela sala de casa?

“America”, West Side Story, Robert Wise e Jerome Robbins.

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West Side Story já esteve presente em um post do meu aniversário, aqui.
• Para quem também ama a Rita Moreno, hoje ela faz parte da ótima One day at the time, disponível na Netflix.

And the Oscar goes to…

Pode parecer uma imensa bobagem, mas não há uma emoção especial ao ver a Natalie Portman receber um Oscar por interpretar uma grande bailarina? E ainda ao som de O lago dos cisnes

Foto: Kevin Winter/Getty Images

Apresentação da entrega do prêmio de melhor atriz e discurso de agradecimento de Natalie Portman, Oscars, 2011.

Eu soube que ela faria uma bailarina quando o filme ainda estava em fase de produção, e tenho de admitir, eu desdenhei. Passamos tanto tempo assistindo às russas esguias e imponentes, pensei que ela nunca conseguiria dar vida a uma primeira-bailarina. Felizmente, eu me enganei. Ao contrário do que tantas pessoas do “mundo do ballet” disseram, ela fez uma bailarina com tamanha propriedade, com tanto respeito e dedicação, que merece todos os louros. O ballet clássico deveria agradecer à Natalie Portman e ao Darren Aronofsky. Mesmo!

De hoje em diante, Nina Sayers faz parte da história do cinema e do nosso imaginário.