Au revoir, 2015!

Neste ano, aconteceram duas coisas pessoalmente importantes no ballet clássico: a minha bailarina preferida se aposentou na Ópera de Paris e eu assisti ao Bolshoi dançar o meu repertório mais querido.

A minha atenção saiu um pouco da França – por mais de oito anos a Ópera de Paris foi a minha companhia preferida, mas o novo diretor tem mudado as coisas por lá – e foi para a Rússia – passei a prestar mais atenção no Bolshoi. Também me cansei do que tenho visto no ballet clássico e meus olhos se voltaram ao passado.

Comecei a fazer flamenco, abandonei as aulas pouco tempo depois, mas ainda o estudo por conta própria, igual ao ballet. A minha barra fixa foi a minha companheira por muitas horas ao longo deste ano.

Reconheço, eu deixei o blog de lado, mas queria cuidar um pouco mais da minha vida. Quem sabe eu volte a compartilhar as minhas experiências, tal como eu fazia lá no começo. Aliás, o Dos passos da bailarina fará sete anos, nem eu imaginava que chegaria tão longe.

Enfim, poucos acontecimentos que mudaram o rumo de muitas coisas.

Vamos terminar com uma coda? Para fechar 2015 como deve ser.

Coda, grand pas de deux do terceiro ato, Dom Quixote, Mariinsky Ballet, Leonid Sarafanov e Olesya Novikova.

Uma Kitri cheia de delicadeza

Eu quero escrever sobre alguns temas importantes, mas os textos virão daqui alguns dias porque a minha vida anda um pouco atarantada. Nesses períodos, sinto vontade de assistir às variações mais conhecidas, dos repertórios mais amados, dançadas pelas minhas bailarinas preferidas.

Reconheço, a Kitri da Olesya Novikova não está na lista das mais adoradas, mas eu gosto tanto. O entrance dela é doce, leve, cheio de delicadeza. Dá até um afago no peito.

“Entrance de Kitri”, Dom Quixote, Mariinsky Ballet, Olesya Novikova.