Quinze minutos

Não é segredo para ninguém que estudo ballet em casa. Contei como organizo meus estudos de maneira geral, como estudo em casa e qual a minha visão sobre estudar por conta própria.

Tenho receio de me aprofundar, alguém tentar fazer também e sofrer uma lesão, mas partirei do princípio que vocês são responsáveis, certo? Por isso, compartilharei algumas coisas da minha rotina. O objetivo não é incentivar ninguém a treinar sozinha igual a mim, mas acrescentar um estudo a mais na formação de vocês. Hoje será o mais simples de realizar.

Tempo: Reserve 15 minutos do seu dia. Pode ser diariamente ou em dias alternados, mas a regularidade é importante. Não adianta treinar hoje e daqui 20 dias. O ballet exige rotina.

Local: Escolha um espaço em que você poderá se movimentar sem bater ou esbarrar em nada.

Aquecimento: Faça uma breve repetição de elevés, eu costumo repetir múltiplos de oito. Não há qualquer motivo especial para isso, é por causa dos oito tempos mesmo.

Treino: Escolha um passo. Pode ser barra ou centro; não aconselho diagonal por causa da segurança. Repita o passo escolhido diversas vezes, ou combine-o com outro (por exemplo, plié e cambré). Você também pode treinar só balance, ou só arabesque, ou só attitude, ou alguma sequência das suas aulas.

O importante é ter foco, escolha um movimento ou habilidade e mantenha. Sem pressão, sem angústia. Aproveite o momento como nem sempre aproveitamos na aula. Não haverá espelho, tampouco professor ou professora, então a correção virá da sua própria consciência corporal. Não tente ir além, você não está em uma competição. O objetivo é melhorar a sua técnica, compreender o movimento, deixá-lo fazer parte de você.

Vale com música, vale sem música, vale pensar em uma música, tanto faz. Só não vale ter preguiça.

Antes de terminar, eu sempre me alongo um pouco, para aproveitar que estou aquecida.

Os 15 minutos não são fixos, o tempo pode ser maior ou menor que isso. O importante é existir esse momento entre você e o ballet.