Flamenco

Acharam que eu tinha esquecido de falar sobre outras danças? Esqueci não.

Eu sempre quis fazer flamenco, mas ainda não consegui. O engraçado é que ele sempre esteve por perto.

Comecei no ballet com uma professora que, além de dar aulas de flamenco, o tem como sua especialidade. O terceiro estúdio onde tive aulas é especialmente de flamenco, pois foi criado pela maior bailaora (como são chamadas as bailarinas de flamenco) do Brasil. Tenho DVDs de três filmes de Carlos Saura – Ibéria, Carmen e Bodas de sangue – sobre o assunto. Porém, até hoje, não fiz sequer uma aula experimental.

Seria uma imensa pretensão da minha parte querer resumir o flamenco em um post. Basicamente, é um estilo de música e dança, oriundo de diversas regiões da Espanha. Suas origens vêm do século 15, ou seja, seiscentos anos de história.

O que mais me encanta é a sua força. Não no sentido literal da palavra, mas especialmente porque ela não é associada à feminilidade. No flamenco, as duas se encontram.

Outro ponto de admiração, já falado aqui, é a valorização das experientes. Quem manda é a mulher mais velha, ela é a grande estrela. Isso não é papo furado. Quem conhece o “meio” do flamenco sabe que realmente funciona dessa forma. Consequentemente, começar mais tarde e se tornar profissional é uma alternativa possível.

Chega de delongas, aqui estão dois vídeos que adoro. O primeiro, da grande Eva Yerbabuena, para desmistificar um pouco a supremacia da cor vermelha. O segundo, uma cena do filme “Carmen”, de Carlos Saura.

Eva Yerbabuena, no documentário Pulse: a Stomp Odyssey (2002), de Luke Cresswell e Steve McNicholas.

Cena do filme Carmen (1983), de Carlos Saura.

Para mais informações:
Flamenco Brasil, aqui.

Para se vestir lindamente feito bailaora:
Lunares Flamenco, loja virtual, aqui.