Le papillon

Quem vai passar o domingo inteiro de bobeira em casa, que tal estudar uma variação “supertranquila”?

As chances de eu parecer uma boba dançando essa coreografia são imensas, mas gostei dela mesmo assim.

Para assistir ao grand pas de deux completo, aqui.

Variação feminina de Le papillon, Olesya Novikova, coreografia de Pierre Lacotte.

Quando percebi que sou uma bailarina

Enfim, depois da primeira experiência nem tão feliz, havia chegado a hora de me apresentar novamente. Muitos e muitos e muitos ensaios, vários quilos a menos, dois tutus românticos, duas coreografias de ballet (fora as coreografias de jazz e dança do ventre que não comentarei aqui) era hora de me sentir bailarina para valer.

“Valsa das Flores”, do ballet O Quebra-Nozes. Eu estou do lado esquerdo, a primeira de cabeça abaixada.

 

A primeira coreografia foi a “Valsa das Flores”. Nós abrimos o espetáculo e esse foi o momento mais elogiado pela plateia. Várias pessoas choraram. Eu tenho um palpite para tamanha comoção: além da bela coreografia, aí, nesse círculo, a bailarina mais nova tinha 9 anos. E a mais velha, mais de 50. Além de bailarinas de 14, 16, 20, 25, 29, 32…

A turma inteira era formada, basicamente, por iniciantes. Dançamos juntas e lindamente. Foi a prova clara de que não há idade para começarmos no ballet, ao contrário do que dizem por aí. E, nesse momento, eu me dei conta: eu realmente havia me tornado uma bailarina.

“Valse des Rayons”, do ballet Le Papillon. Eu estou bem na frente.

 

A segunda coreografia (e a décima do espetáculo) foi a “Valse des Rayons”, do ballet Le papillon. Digamos que ele é primo de Le Sylphides. Das quatro coreografias que dancei, essa foi a mais ensaiada. Eu acordava com a música tocando na minha cabeça. O resultado foi visto no palco, as sete bailarinas estavam bem afinadas. Dancei essa muito melhor do que dancei a Valsa das Flores. É só prestarem atenção nas fotos a seguir.

De branco, Le papillon. De rosa, “Valsa das Flores”. Os braços em quinta posição e os pés na meia-ponta comprovam em qual delas eu dancei melhor.

No fim do espetáculo, ouvi da minha fisioterapeuta: “Você estava linda!” E eu respondi: “Eu errei em todas as coreografias!” Este é o tema do próximo post: essa mania de bailarina soltar a fatídica frase “Eu errei”.

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As imagens estão ruins porque foram tiradas do DVD, graças à qualidade dos fotógrafos presentes que me deixaram sem boas fotos para eu guardar de recordação.

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Quem chegou depois ao blogue e ainda não leu o post sobre a minha primeira apresentação, clique aqui.