Variação de Effie

Eu gosto de tudo nessa variação: o figurino, a música, a coreografia, a delicadeza. E esse trabalho de pontas? Quem não tem um pleno domínio das pontas, jamais conseguirá dançar bem essa coreografia.

Há algo muito mais importante do que um belo colo de pé: saber o que fazer com ele.

“Variação de Effie”, La sylphide, Ópera de Paris, Melanie Hurel, 2004.

Oito vezes Aurélie

Eu costumo dizer que o meu tempo é outro. Tudo corre ao meu redor e eu demoro para realizar algumas coisas, especialmente no blog. Não deixo nada pendente, mas o “para ontem” não funciona para mim.

Disse isso para explicar que eu deveria ter escrito sobre um assunto há três meses, mas não o fiz, tampouco o farei hoje. Primeiro, vou contar a notícia e ao longo da semana escreverei com calma, eu prometo!

A Aurélie Dupont se aposentou ano passado do seu posto de étoile da Ópera de Paris, lembram? Pois em fevereiro deste ano, ela foi anunciada como a nova diretora do ballet da Ópera de Paris depois que Benjamin Millepied pediu demissão (na verdade, provavelmente ele foi demitido, mas discutiremos isso depois). Eu acompanhei ao vivo pelo Twitter da companhia e não acreditei quando soube.

Para quem chegou agora, ela é a minha bailarina preferida, eu a acompanho desde que comecei no ballet, há quase nove anos. Eu andava bem desiludida com os rumos da companhia, quem sabe agora as coisas voltarão aos eixos.

Enquanto o texto contando os detalhes não fica pronto, eis um vídeo editado pela Julimel, do Vídeos de Ballet Clássico, com trechos de oito ballets dançados pela Aurélie entre 2000 e 2014. Prestem atenção como ela passeia por diferentes obras com uma qualidade artística e um talento que poucas bailarinas têm.

Ela não é a minha querida à toa.

Trechos de A Bela Adormecida, Dom Quixote, La sylphide, Jewels, La bayadère, Romeu e Julieta, Daphnis et Chloé e Dances at a Gathering, Aurélie Dupont, Ópera de Paris.