Barra para intermediário/avançado

Há quatro anos, fiz um post sobre o canal da Kathryn Morgan no YouTube. Bailarina clássica, ex-solista do New York City Ballet, a meu ver, ela faz alguns dos melhores vídeos de ensino de ballet clássico.

Hoje ela publicou uma barra para o nível intermediário/avançado. Ainda não a fiz, apenas assisti, mas já gostei demais das sequências. Não se iludam: parece facinho, mas quem é iniciante provavelmente terá dificuldade em fazer essas sequências de uma maneira limpa e coordenada.

Para quem nunca assistiu nada dela, os vídeos de aula da Kathryn Morgan funcionam assim: ela explica toda a sequência, depois faz cada uma duas vezes, tanto do lado esquerdo quanto do lado direito. Assim, basta apertar o play e seguir com ela. Quem não entende inglês, pode ficar tranquila, ela não se aprofunda nas explicações então basta prestar atenção nos seus movimentos.

Quem quiser ver mais vídeos dela, com outros níveis de barra, sequências de centro e outras aulas, a playlist é esta aqui. Quem quiser ir para o canal completo, aqui.

Se depois de visitar o canal alguém pensou: “Cássia, será que posso aprender ballet sozinha?”, a minha opinião sobre o assunto está aqui.

Divirtam-se!

Intermediate/Advanced Ballet Barre, Kathryn Morgan

 

A Rainha das dríades e os développés

Vamos estudar apenas observando uma variação?

Não sou uma especialista em repertórios, mas é possível perceber que várias companhias dançam a “Variação da Rainha das dríades”, de Dom Quixote, basicamente da mesma maneira. Há vários développés ao longo da coreografia (quem não sabe o que é um développé, aqui) e, geralmente, todos são realizados na mesma altura, de acordo com a flexibilidade e a força da bailarina.

“Variação da Rainha das dríades”, Dom Quixote, Ópera de Paris, Héloïse Bourdon.

Na montagem do Royal Ballet, é diferente: o primeiro développé é feito a 90 graus e os demais crescem à medida que a coreografia avança.

“Variação da Rainha das dríades”, Dom Quixote, Royal Ballet, Melissa Hamilton.

Eu prefiro a altura da perna no primeiro exemplo, mas gosto imensamente da gradação do segundo. É um belo exemplo de domínio do développé e da altura da perna. Afinal, jogar a perna lá para cima é fácil, deixá-la na altura que queremos é a grande questão.

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Quer melhorar os seus développés? A bailarina Kathryn Morgan ensina aqui.

Saias longas

Um dos primeiros posts do blog foi sobre o uso de uniforme nas aulas de ballet. Naquela época, eu achava estranho a maneira levemente desleixada das bailarinas profissionais; hoje eu gosto demais.

No meu tempo de uniforme, eu usava a saia curta, um pouco mais comprida atrás, semelhante a esta:

Kathryn Morgan. Foto: Erin Baiano.

Confesso, nunca gostei muito de usá-la. Tenho a minha em bom estado, mesmo depois de tantos anos, mas não penso em retirá-la da gaveta. Em compensação, desenvolvi um grande amor pelas saias longas. Para mim, é uma mistura de aula e ensaio, elas dançam enquanto treinamos.

Quero todas, uma de cada cor!

Sarah Hay, Dresden Semperoper Ballett. Foto: Pointe Magazine.

Madison Sugg, Pacific Northwest Ballet. Foto: Nathaniel Solis.

Alice Renavand, Ópera de Paris. Foto: Laurent Philippe.