Um coreógrafo ganhador do Oscar

Ontem foi noite de Oscar e, sinceramente, não lembro qual foi a última vez em que não assisti à entrega dos prêmios. Todo ano eu penso, “Não vou mais assistir”, mas lá estou eu acordada até duas da madrugada.

A apresentadora do prêmio de melhor filme estrangeiro foi a atriz Rita Moreno, vencedora de melhor atriz coadjuvante em 1962 por West Side Story (Amor, sublime amor). Na hora eu pensei: “Preciso escrever sobre isso no blog”. Por quê? O filme foi vencedor de dez prêmios, entre eles, o de melhor direção para Robert Wise e Jerome Robbins. Alguém reconheceu o segundo nome?

Jerome Robbins foi um dos grandes coreógrafos do nosso tempo, tanto no ballet clássico quanto em musicais. Aposto que vocês conhecem alguma dessas obras (clique nos títulos para assistir a trechos): Dances at the Gathering, In the Night, The Concert, Other Dances. Pelo menos alguma delas faz parte do repertório das grandes companhias de dança mundo afora.

Sobre o filme, ele codirigiu e coreografou West Side Story, que também é um musical de grande sucesso até hoje. E quem nunca assistiu à Rita Moreno cantando e dançando “America” e quis sair dançando pela sala de casa?

“America”, West Side Story, Robert Wise e Jerome Robbins.

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West Side Story já esteve presente em um post do meu aniversário, aqui.
• Para quem também ama a Rita Moreno, hoje ela faz parte da ótima One day at the time, disponível na Netflix.

Oito vezes Aurélie

Eu costumo dizer que o meu tempo é outro. Tudo corre ao meu redor e eu demoro para realizar algumas coisas, especialmente no blog. Não deixo nada pendente, mas o “para ontem” não funciona para mim.

Disse isso para explicar que eu deveria ter escrito sobre um assunto há três meses, mas não o fiz, tampouco o farei hoje. Primeiro, vou contar a notícia e ao longo da semana escreverei com calma, eu prometo!

A Aurélie Dupont se aposentou ano passado do seu posto de étoile da Ópera de Paris, lembram? Pois em fevereiro deste ano, ela foi anunciada como a nova diretora do ballet da Ópera de Paris depois que Benjamin Millepied pediu demissão (na verdade, provavelmente ele foi demitido, mas discutiremos isso depois). Eu acompanhei ao vivo pelo Twitter da companhia e não acreditei quando soube.

Para quem chegou agora, ela é a minha bailarina preferida, eu a acompanho desde que comecei no ballet, há quase nove anos. Eu andava bem desiludida com os rumos da companhia, quem sabe agora as coisas voltarão aos eixos.

Enquanto o texto contando os detalhes não fica pronto, eis um vídeo editado pela Julimel, do Vídeos de Ballet Clássico, com trechos de oito ballets dançados pela Aurélie entre 2000 e 2014. Prestem atenção como ela passeia por diferentes obras com uma qualidade artística e um talento que poucas bailarinas têm.

Ela não é a minha querida à toa.

Trechos de A Bela Adormecida, Dom Quixote, La sylphide, Jewels, La bayadère, Romeu e Julieta, Daphnis et Chloé e Dances at a Gathering, Aurélie Dupont, Ópera de Paris.

De pas de deux a pas de six

A coreografia começa com um pas de deux e depois se transforma em um pas de six. Essa delicadeza faz parte da linda obra Dances at a Gathering, de Jerome Robbins.

“Chopin Mazurka, Op. 6 nº 2″, Dances at Gathering, Ópera de Paris, 2014.
Amandine Albisson, Joshua Hoffalt, Ludmila Pagliero, Karl Paquette, Charline Giezendanner, Christophe Duquenne.