Uma Swanilda de tempos atrás

Depois de um mês sem publicações, porque havia um punhado de trabalho para concluir, cá estou sem um longo texto, mas com uma delicadeza.

Carla Fracci (para mim, a melhor Giselle) dançando a “Variação de Swanilda”, do terceiro ato de Coppélia. Sim, aquela variação do casamento. Não consegui descobrir a referência do vídeo, mas tudo indica para um especial de TV.

Como era linda, né? Tanto faz a coreografia ou a obra, eu fico encantada por ela sempre.

Carla Fracci, “Variação de Swanilda”, terceiro ato, Coppélia, 1971.

Fonte: Pointe Magazine

La cachucha

Cachucha é uma dança espanhola cantada e sapateada e, por extensão, a música que a acompanha recebe o mesmo nome. Sabiam que era uma dança difundida no Brasil no século 19?

Fanny Elssler em La cachucha, 1936. Fonte: Wikimedia Commons.

Em 1936, ela tornou-se popular graças à bailarina Fanny Elssler que dançou La cachucha no ballet O diabo manco, de Jean Coralli. A coreografia completa tem seis minutos, mas repetem-se basicamente os mesmos passos enquanto a bailarina vai se movendo delicadamente ao redor do espaço.

Na série Ballet Evolved, do Royal Ballet, no vídeo dedicado à Fanny Elssler, temos uma breve explicação sobre a coreografia. Primeiro, a bailarina faz a sequência final em um ritmo um pouco mais lento, para evidenciar os movimentos: o tronco é muito mais utilizado, de maneira constante, e pode-se realmente sentir o corpo. Depois, ela dança normalmente. Nós conseguimos ter uma bela ideia da coreografia e de sua importância na dança.

Ballet Evolved, Fanny Elssler (1810-1884), Royal Ballet, 2013.

Para quem gosta de mais informações, a notação coreográfica de La cachucha. Dá vontade de ficar um bom tempo analisando essa imagem.

Notação coreográfica de La cachucha, Friedrich Albert Zorn, 1886. Fonte: Wikimedia Commons.

Por fim, a grande Carla Fracci dançando a coreografia. Assisti-la depois de saber essas informações é bem diferente, não é?

Carla Fracci, La cachucha, programa “The Ballerinas”, 1987.