13 anos de blog

O blog anda paradinho há alguns meses? Sim. Ele deixou de existir? Não, ele continua com todo o seu conteúdo disponível gratuitamente, e alguma publicação nova vez ou outra. Ainda assim, vamos comemorar mais um aniversário? Claro!

O “Dos passos da bailarina” nasceu em 2009. Do primeiro post passando por todos os aniversários do blog, muita coisa mudou no conteúdo de dança na internet. Eu poderia fazer um longo texto sobre o assunto – vocês querem? – mas talvez o mais transformador tenha sido o sucesso das dancinhas.

Não tenho perfil no TikTok, mas sei onde é a pista de dança. O sucesso é tanto que o Instagram mudou para abrigar vídeos curtinhos. O YouTube criou algo semelhante. Milhões e milhões de visualizações de dancinhas que fazemos na sala de casa. Uma banalidade sem tamanho.

Qual o impacto disso na dança como arte e como profissão? Pergunta sincera, porque eu não faço ideia. Isso não significa rechaçar todos os pequenos vídeos de dança que tomam conta das redes sociais. Eu gosto dos bons.

O exemplo a seguir é o meu tipo de vídeo. Dois bailarinos, Aubrey Fisher e Vik White, dirigidos Isaiah Shinn, dançando “Stayin’ Alive”, do Bee Gees. (Vocês também podem assistir no Instagram, e rever mil vezes, aqui.)

Para mim, dança para tomar conta do mundo é esta. É o que eu acredito. É o que me guia neste blog há exatos 13 anos.

Aubrey Fisher e Vik White, “Stayin’ Alive”, 2021.

Doze anos de blog

Ontem, estava eu fazendo uma lista de nomes para um blog sobre ballet clássico, porque eu me sentia um peixe fora d’água e queria escrever sobre o assunto. Doze anos depois, estou eu escrevendo sobre um blog que faz parte da minha vida.

Em 2009, eu fazia aulas de ballet clássico há quase dois anos, estava apaixonada por esse novo caminho, mas me sentia deslocada, sentia que ali não era o meu lugar. Escrevi sobre esse sentimento algumas vezes, nem sempre fui compreendida, noutras fui acolhida, mas vocês acreditam que esse sentimento nunca passou? Fazer ballet continua sendo um lugar estranho para mim, como estar apaixonada por alguém que nunca pareceu me notar.

Hoje, ao olhar para trás, esse início parece uma outra vida! Um passado distante, em que nos esforçamos para relembrar. A dança tomou outros espaços na minha vida, na plateia e na escrita, mas não mais nas sapatilhas.
Isso vai mudar? Quem sabe um dia. Quem sabe um dia eu volte a dançar.

Independentemente desta minha relação com a dança, o blog continuou e agora virou uma adolescente. Doze anos e quase mil posts depois, quanta dança estão nestes textos. Eu estou fazendo uma revisão de todos os vídeos, repondo os links quebrados e deixando este acervo de informação no seu melhor para vocês pesquisarem o quanto quiser.

Além disso, vocês sabem quem está por trás do “Dos passos da bailarina”? Para àquelas pessoas que não me conhecem, o meu perfil e como o blog começou estão aqui.

Agora, vamos comemorar? Um vídeo curtinho, de um minuto, que acredito ser uma bela versão do atual momento do “Dos passos da bailarina”.

A vocês que acompanham o blog, há pouco tempo ou desde sempre, muito obrigada! Sem vocês, o blog não teria razão de existir.

Trecho de Her Door to the Sky, Pacific Northwest Ballet, 2017.

Presente de aniversário: “As origens do ballet”

Onze anos atrás, eu publiquei o primeiro post do blog. Desde então, foram 961 posts, quase dois milhões e meio de visitas, um livro e uma newsletter mensal. Será que ainda tenho o que dizer depois de tanto tempo?

Eu mantenho uma lista de assuntos para escrever; se eu fizer um post por semana, pelo menos um ano de blog está garantido. Mas nem sempre o tempo e as circunstâncias ajudam, mas o “Dos passos da bailarina” ainda tem um longo caminho pela frente. É o que eu quero, e espero.

Escrevi em todos os aniversários: 2010, 2011, 2012, 2013, 2014, 2015, 2016, 2017, 2018, 2019. Os posts na sequência podem ser vistos aqui. O que mais posso dizer sem me repetir?

O “Dos passos da bailarina” surgiu para falar sobre ballet clássico. Sendo assim, nada melhor para comemorar esses onze anos descobrindo de vez como o ballet clássico começou.

Provavelmente, você já ouviu, leu ou assistiu sobre as origens do ballet clássico. Ou então, sabe apenas que ele começou há muitos e muitos anos, aí tinha um rei, uma turma dançava na corte, depois alguém criou as cinco posições, tem alguma coisa aí da Itália, claro que a França entrou na história porque os passos foram nomeados em francês… Mas, afinal, como tudo começou?

Em quase cinco minutos de animação, “As origens do ballet”, de Jennifer Tortorello e Adrienne Westwood, nos conta essa história. Além de ser uma graça, é claro, objetivo e didático.

Quem não sabe inglês, não precisa se preocupar, há legendas em português. Se elas não aparecerem automaticamente, clique no primeiro ícone da direita. Não apareceu em português? Calma, clique no segundo ícone e selecione o idioma em “legendas”. Pronto!

Muito obrigada por esses anos todos, de coração.

The Origins of Ballet, Jennifer Tortorello e Adrienne Westwood, TED-Ed.