Não precisa ser ballet para ter ballet

Eu tenho meus momentos montanha-russa com o ballet clássico. Quando os meus dois pés estão bem fincados no chão e tenho a certeza que determinadas coisas eu nunca conseguirei fazer, surge a bailarina ressentida.

Como estou em um desses momentos, comecei a prestar atenção em outras danças. Foi quando os indícios de mulher apaixonada apareceram: enxerguei o ballet em mil lugares. Então me dei conta que não era apenas paixão, ele realmente está em outros cantos.

Às vezes, ficamos tão encantadas com o ballet clássico que esquecemos que ele não se resume a repertório e sapatilhas de ponta.

Pensar nisso me conforta, pois existem mil possibilidades. Não preciso me contentar a vida toda apenas com o corpo de baile. O que acho incrível, é bom ressaltar, mas também quero um solo. E todo mundo merece seu momento.

Selecionei a cena de um filme que retrata muito bem essa ideia. De Center Stage (Sob a luz da fama), a Jody ensaiando aquela coreografia clássica das pontas vermelhas.

Sinceramente? É assim que o ballet tem mais a ver comigo. Uma hora temos de achar nosso lugar.

Amanda Schull

Dia desses, a Tays publicou no Twitter o trailer de O último bailarino de Mao. Hoje, no Facebook, o The Ballet Bag publicou uma entrevista com Amanda Schull. Aposto que todas se lembram dela, é a Jody de Center Stage.

Pois qual não foi a minha surpresa ao descobrir que ela faz parte dos dois.

Trailer do filme Center Stage (Sob a luz da fama)

Trailer do filme Mao’s Last Dancer (O último bailarino de Mao)

Dez anos separam um filme do outro. E a gente continua olhando para ela e se reconhecendo como bailarina.

Quem quiser ler a entrevista, clique aqui.