Aurora e uma pausa no tempo

Estava eu preparando a publicação desta segunda, que seria um texto, e resolvi pesquisar uma bela imagem para ilustrá-la. Pesquiso aqui, olho ali, vejo acolá e me deparo com uma fotografia da Sarah Lane, para a Pointe Magazine, usando um dos figurinos de Aurora da reconstrução de A Bela Adormecida do Alexei Ratmansky.

Sarah Lane, Pointe Magazine, novembro de 2015. Foto: Nathan Sayers.

“Ora, ora, ora, não vai tomar muito o meu tempo se eu assistir a algum vídeo dessa montagem, vai?”.

Aí me deparo com a Sarah Lane usando este figurino, ensaiando uma das variações de Aurora na Ópera de Paris, quando o American Ballet Theatre fez parte da temporada 2016/2017 da companhia. Adeus, texto, nos vemos em outro dia da semana.

Sarah Lane, ensaio da “Variação de Aurora” do segundo ato, A Bela Adormecida, Ópera de Paris (Opéra Bastille), 2016.

Um cisne negro reconstruído

Em fevereiro de 2016, eu publiquei a respeito da reconstrução de O lago dos cisnes realizada pelo coreógrafo Alexey Ratmansky. O que é uma reconstrução? Uma remontagem o mais próxima possível da obra original.

Há tempos quero assistir à montagem completa, mas por enquanto vou me contentar com um grand pas de deux, o do cisne negro.

Por favor, separem doze minutos do seu tempo para assistir ao vídeo completo. Prestem atenção nos detalhes: os giros, a altura da perna (até eu, a defensora-mor da perna baixa, estranhei!), a coda (a dificuldade não está apenas nos fouettés), algumas sequências que continuam semelhantes até hoje. É lindo e emocionante de ver.

E não estranhem o figurino verde: na montagem original, Odile não era um cisne negro, era uma feiticeira. Confesso, achei muito mais bonito.

“Grand pas de deux do cisne negro”, O lago dos cisnes, Viktorina Kapitonova e Denis Vieira, Zurich Ballet.