Pas de trois (2)

Por mais que sejamos apaixonados por este ou aquele ballet, há sempre trechos de um ou outro que nos encantam particularmente. Não sou uma grande fã de A filha do faraó, mas do pas de trois do Rio Nilo eu não me canso.

Além de já ter publicado a coda, quem lê o blog há bastante tempo sabe que a segunda variação é uma das minhas preferidas. Sendo assim, era hora de eu publicar o pas de trois completo.

Divirtam-se.

Síndrome de Solista

Na primeira página do livro Princípios básicos do ballet clássico, de Agrippina Vaganova, há o seguinte trecho:

Como bailarina, Vaganova ficou conhecida como a rainha das variações, por sua atuação em bailados onde os principais papéis eram dançados por outras.

Para quem não sabe, ela era a coadjuvante enquanto a Anna Pavlova era a estrela. Aliás, diz a lenda que o Marius Petipa não gostava da Vaganova, a achava horrível no palco. Enfim, ela se tornou professora e criou o seu próprio método, hoje reconhecido no mundo todo.

Talvez pela noção de que eu nunca receberia o papel principal, eu sempre presto atenção nas solistas. São elas e suas personagens sem nome que muitas vezes me encantam imensamente.

Às vezes, ficamos tão fixas nas personagens principais que não notamos essas incríveis variações. Eu já tenho a “síndrome de solista”. Tanto isso é verdade que o meu solo dos sonhos é a 2ª variação do Rio Nilo, do ballet A filha do faraó (como já comentei aqui e aqui).

Quem não quiser ser coadjuvante, nem se preocupe, pode passar para mim. Dançarei todas essas variações com prazer.

Nas profundezas do Rio Nilo

No ballet A filha do faraó, a minha parte preferida é o momento no fundo do Rio Nilo. Gosto especialmente das variações. A minha variação dos sonhos, aquela que fez parte do Gala de Aniversário, veio daí.

Quando as três solistas se reúnem, até o barulho que as sapatilhas fazem quando as bailarinas saltam me encanta. Além disso, adoro a escadinha: a pequena, a do meio, a mais alta. Cada bailarina conseguirá se encontrar.