O livro do blog por R$ 1,99

Não, vocês não leram errado.

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“Cássia, eu não tenho Kindle, como posso comprar?”

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Como é feito um tutu

Neste vídeo do Royal Swedish Opera, que abriga o Royal Swedish Ballet, vemos como é feito um tutu. Se o trabalho é difícil e demorado assim somente para fazer o tutu (a “saia” por assim dizer), pensem no tempo e conhecimento para fazer o corpete, os bordados, o acabamento. As costureiras responsáveis pelos figurinos merecem todos os aplausos.

Att göra en tutu, Kungliga Operan (The making of a tutu, The Royal Swedish Opera).

Ter o domínio da coreografia

Eu não me apresento há quatro anos e não senti que passou tanto tempo. Na mesma época, contei que preferia aulas a apresentações e olha só o que aconteceu… Estudo técnica clássica com afinco, mas nada de palco. Quem mandou?

Por outro lado, vários estúdios de dança estão em período de ensaios para as apresentações de fim de ano. Pensando em um texto sobre isso, resolvi falar sobre algo que sempre acreditei: a importância de dominar a coreografia.

O que quero dizer com isso? Além de decorar a sequência de passos, saber realizá-los sem titubear.

Vou dar um exemplo. Na minha primeira apresentação de ballet clássico, eu não sabia fazer pirueta. Adivinha como a coreografia terminava? Cinco bailarinas, as piruetas foram realizadas na sequência, cada qual no seu momento. Todas juntas ainda daria para enrolar, mas sozinha? Suei frio, tive palpitações, não dormi na noite anterior, passei dias imaginando como seria se desequilibrar e cair no palco. Hoje parece engraçado, mas seria a minha primeira apresentação de dança e ainda com um passo que eu não sabia fazer? No dia, a pirueta deu certo. Totalmente descompassada, mas pelo menos eu não caí.

Nas minhas outras apresentações de ballet clássico, não passei tamanha angústia, mas nunca sorri ou aproveitei o momento. Nas outras danças, eu me sentia tranquila, mas ballet era um tormento. Talvez por isso eu dizia que não gostava de me apresentar. Eu não gostava era de sentir angústia.

E por que com as outras danças era diferente? Porque eu sabia muito bem o que estava fazendo.

No filme sobre a Margot Fonteyn, realizado pela BBC Four, o Nureyev pergunta como ela fazia os fouettés. Margot respondeu que simplesmente os fazia, poderiam dar certo ou não. Então, ele a ensinou a dominar os fouettés. E a minha vontade de abraçar o Nureyev nessa hora?

Claro, cada apresentação é única. Como estamos falando de uma arte que tem no corpo o seu instrumento, ele pode falhar. Dormiu mal, está sentindo dor, brigou seriamente com alguém no mesmo dia, tudo isso pode atrapalhar. Mas é diferente de pisar no palco e pensar: “Vamos ver se hoje a pirueta sai!”. Não, né? Existe técnica, existe um movimento com começo-meio-fim, existe uma maneira de realizá-lo. Não dá para jogar com a sorte, afinal, estudamos muito para dançar minimamente bem.

Além disso, há outro ponto. Quando não nos preocupamos com os passos, quando a coreografia está tão assimilada que não pensamos nela, a meu ver, dançamos melhor. Porque a concentração muda de foco. O palco, o momento, o sorriso, a expressão. Não pensamos mais em acertar a coreografia, pensamos apenas em dançá-la e isso faz toda a diferença.

Sim, eu sei que não somos as responsáveis pelas coreografias ou pelo número de ensaios. Mas se a coreografia for muito complicada ou os ensaios forem insuficientes, estudem sozinhas. Descobriram como surgiu o meu estudo solitário? Foi porque uma professora colocou em uma coreografia a pirueta que eu não sabia fazer.

Contei outro dia sobre o meu sonho, eu dançaria a Fada Lilás. Momentos antes de acordar, enquanto eu terminava de arrumar o coque, eu dizia para mim mesma: “Não precisa ter medo, aproveite o momento porque você sabe o que fazer”. Até o meu inconsciente acredita na importância de dominar a coreografia.