Depressão e dança

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que mais de 300 milhões de pessoas no mundo tenham depressão. Esse número pode impressionar num primeiro momento, mas depois passa batido para quem não sofre desse transtorno. Já para quem convive com isso, é uma angústia sem fim.

A dança não é um tratamento para a depressão, mas pode ser considerada uma atividade complementar nesse processo. No episódio “Depressão e dança” do podcast Entrementes, o editor do portal Drauzio Varella e a psiquiatra Giuliana Cividanes conversam sobre essa relação.

(Quem não conseguir abrir no Spotify, clique aqui e ouça diretamente no portal.)

Pois foi ouvindo o episódio que eu soube do projeto “Próximo passo”. Quarenta pessoas, que estão em tratamento ou já se curaram da depressão, foram selecionadas para ensaiar e apresentar um espetáculo de dança dirigido pelo Ivaldo Bertazzo. Neste vídeo, temos uma ideia de como foi a experiência.

Além do espetáculo, também foi produzido um documentário de oito minutos, em que uma participante foi acompanhada durante todo o processo. Para assistir, clique aqui.

Tudo isso aconteceu no ano passado, sendo assim, não poderemos assistir ao espetáculo. De qualquer forma, é uma maneira de reconhecer a dança para além de suas funções artística e educativa. A dança também pode ser salvação.

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Quem quiser saber mais sobre depressão, assista à série “Não tá tudo bem, mas vai ficar”, produzido pelo Fantástico. São três episódios: [1], [2] e [3].

Ekstasis, Martha Graham e Aurélie Dupont

“A gênese dessa dança veio do gesto de um impulso pélvico que eu descobri em um dia”, assim Martha Graham definiu a semente do solo Ekstasis, criado por ela em 1933 e depois reinterpretado por Virginie Mécene em 2017. Essa obra faz parte do repertório da Martha Graham Dance Company.

Trecho de Ekstasis, Martha Graham Dance Company, PeiJu Chien-Pott.

Pouco tempo depois, o fotógrafo japonês Hiroshi Sugimoto dirigiu Aurélie Dupont dançando esse solo em um belíssimo cenário no Japão, a Odawara Art Foundation. Ao compararmos o trecho anterior, filmado no palco, e a coreografia completa como uma obra audiovisual, intitulada Breathing, percebemos como a nossa visão se amplia. A mesma obra, pontos de vista distintos.

Breathing, Hiroshi Sugimoto, “La 3e Scène”, Aurélie Dupont.

Nesta entrevista, a Aurélie Dupont explicou sobre a sua interpretação de Ekstasis e sua experiência na Martha Graham Dance Company logo após a sua aposentadoria na Ópera de Paris. O vídeo está em francês, com legendas em inglês.

Entrevista com Aurélie Dupont, Ópera de Paris, “La 3e Scène”.

Quanto mais eu assisto, pesquiso e acompanho a obra da Martha Graham e o seu legado, mais eu me interesso e me encanto pela dança moderna. Um amor sem volta.

Old Men Grooving

Imaginem um grupo de dança formado por homens entre 40 e 60 anos, de profissões diversas e todos eles fora do padrão. Imaginaram? Pois existe, é o Old Men Grooving.

Em 2015, Patrick Alan, Fred Folkes, Bret Jones, Phil Stanley e David Welch se apresentaram nas audições do programa Britain’s Got Talent. Prestem atenção no olhar de desdém dos jurados e da plateia, que se desfaz tão logo eles começam a dançar.

Old Men Grooving, audition, Britain’s Got Talent, 2015.

O sucesso foi tão grande que eles avançaram na competição, chegando à final. Não venceram, mas conquistaram meio mundo. De todas as apresentações deles, a minha preferida foi esta coreografia, a da semifinal.(Quem quiser assistir à apresentação da final, aqui.)

Old Men Grooving, semi-final 2, Britain’s Got Talent, 2015.

O que aconteceu com o grupo? Continua firme e forte. Assisti a alguns vídeos mais recentes e eles estão dançando ainda melhor. O que mais me encanta é: como eles se divertem dançando! Quem sabe seja isso que precisamos de vez em quando.