Dança Materna

A Dança Materna nasceu em 2008, depois da experiência da bailarina Tatiana Tardioli com a gestação e nascimento de sua primeira filha. Mais de dez anos de estudos e prática em dança contemporânea, danças populares, educação somática, fisioterapia e transdiciplinaridade formam a base do seu método.

Há diversas modalidades de aula, para mães e bebês, da gestação até os três anos de idade. Atualmente, a Dança Materna está presente em todas as regiões do Brasil, em 40 cidades, e também na Argentina.

Mesmo para quem não é mãe, feito eu, é encantador ver as gestantes dançando, a cumplicidade entre mães e bebês de colo, as descobertas dos bebês andantes. A delicadeza, o encontro, o colorido, a alegria, o afeto. Dificilmente não sentimos uma vontade imensa de também entrar nessa dança e descobrir tanto juntamente com elas.

Também há curso de formação de professoras, quem tiver interesse, aqui. E quem quiser saber mais sobre a Dança Materna, acessem o site, o Instagram, o Facebook e o YouTube.

Esse vídeo mostra como as aulas funcionam e conseguimos sentir um pouco da beleza e delicadeza desses encontros. Dá até um afago no peito.

Aulas da Dança Materna, 26 abr. 2017.

Depressão e dança

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que mais de 300 milhões de pessoas no mundo tenham depressão. Esse número pode impressionar num primeiro momento, mas depois passa batido para quem não sofre desse transtorno. Já para quem convive com isso, é uma angústia sem fim.

A dança não é um tratamento para a depressão, mas pode ser considerada uma atividade complementar nesse processo. No episódio “Depressão e dança” do podcast Entrementes, o editor do portal Drauzio Varella e a psiquiatra Giuliana Cividanes conversam sobre essa relação.

(Quem não conseguir abrir no Spotify, clique aqui e ouça diretamente no portal.)

Pois foi ouvindo o episódio que eu soube do projeto “Próximo passo”. Quarenta pessoas, que estão em tratamento ou já se curaram da depressão, foram selecionadas para ensaiar e apresentar um espetáculo de dança dirigido pelo Ivaldo Bertazzo. Neste vídeo, temos uma ideia de como foi a experiência.

Além do espetáculo, também foi produzido um documentário de oito minutos, em que uma participante foi acompanhada durante todo o processo. Para assistir, clique aqui.

Tudo isso aconteceu no ano passado, sendo assim, não poderemos assistir ao espetáculo. De qualquer forma, é uma maneira de reconhecer a dança para além de suas funções artística e educativa. A dança também pode ser salvação.

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Quem quiser saber mais sobre depressão, assista à série “Não tá tudo bem, mas vai ficar”, produzido pelo Fantástico. São três episódios: [1], [2] e [3].

Ekstasis, Martha Graham e Aurélie Dupont

“A gênese dessa dança veio do gesto de um impulso pélvico que eu descobri em um dia”, assim Martha Graham definiu a semente do solo Ekstasis, criado por ela em 1933 e depois reinterpretado por Virginie Mécene em 2017. Essa obra faz parte do repertório da Martha Graham Dance Company.

Trecho de Ekstasis, Martha Graham Dance Company, PeiJu Chien-Pott.

Pouco tempo depois, o fotógrafo japonês Hiroshi Sugimoto dirigiu Aurélie Dupont dançando esse solo em um belíssimo cenário no Japão, a Odawara Art Foundation. Ao compararmos o trecho anterior, filmado no palco, e a coreografia completa como uma obra audiovisual, intitulada Breathing, percebemos como a nossa visão se amplia. A mesma obra, pontos de vista distintos.

Breathing, Hiroshi Sugimoto, “La 3e Scène”, Aurélie Dupont.

Nesta entrevista, a Aurélie Dupont explicou sobre a sua interpretação de Ekstasis e sua experiência na Martha Graham Dance Company logo após a sua aposentadoria na Ópera de Paris. O vídeo está em francês, com legendas em inglês.

Entrevista com Aurélie Dupont, Ópera de Paris, “La 3e Scène”.

Quanto mais eu assisto, pesquiso e acompanho a obra da Martha Graham e o seu legado, mais eu me interesso e me encanto pela dança moderna. Um amor sem volta.