O prólogo que inspirou o prólogo

Quem assistiu ao filme Black Swan provavelmente se lembra da sequência inicial, quando Rothbart transforma Odette em cisne.

Prológo, Black Swan, direção de Darren Aronofsky, 2010.

Em seguida, a personagem principal, Nina, acorda e durante seu alongamento matinal conta à mãe sobre o sonho que tivera, o prólogo que acabamos de assistir, ela estava dançando O lago dos cisnes e parecia a versão do Bolshoi.

Não sou uma especialista em repertórios, mas o prólogo do filme é idêntico ao prólogo de uma outra companhia russa: esta montagem do Kirov/Mariinsky, de 1968, feita especialmente para ser filmada.

Esse prólogo tem uma força dramática tão grande, é uma das passagens mais belas do ballet clássico.

Prólogo, O lago dos cisnes, Kirov Ballet, 1968, Yelena Yevteleva e Makhmud Esambayev.
Quem quiser baixá-la, aqui.

A física do “passo mais difícil” do balé

Em 2013, escrevi um texto sobre o livro “Physics and the Art of Dance”, de Kenneth Laws. Em outro texto, também contei que, graças a ele, eu finalmente consegui fazer pirueta decentemente. Por isso, vejo a física e o ballet como duas coisas indissociáveis; não só, mas como a primeira ajuda imensamente a realizar o segundo.

Essa introdução foi para falar deste vídeo: a explicação física de como acontecem os fouettés. É muito interessante e, o melhor de tudo, está legendado em português!

Se as legendas não começarem automaticamente com o vídeo, cliquem no primeiro quadradinho do lado direito e elas serão ativadas. Boa aula!

The physics of the “hardest move” in ballet, Arleen Sugano, TED.