Dançando com Saúde

Talvez um dos temas que mais questionei neste blog nesses anos todos é: a saúde em primeiro lugar. Nunca achei justificável danos à saúde física, mental ou emocional em prol da dança. Se assim é, existe algo errado.

Durante bastante tempo, essa ideia era contrária ao senso comum do ballet clássico. Só valia se doesse, machucasse, sangrasse. Finalmente, nos últimos anos, isso tem mudado.

Avanços nas áreas de saúde voltadas específicamente ao esporte e à dança, profissionais e departamentos especializados em grandes companhias mundo afora. A mudança aconteceu por um motivo simples: corpo saudável dança melhor e por mais tempo.

Toda essa introdução para falar sobre o portal Dançando com Saúde. A equipe é constituída por um grupo de profissionais: médico, fisioterapeutas, psicóloga e nutricionista. Em cada texto, sabemos quem são os autores e, por isso, compreendemos como as áreas estão muitas vezes interligadas. Além disso, há um canal no YouTube com vídeos que complementam as informações de alguns temas tratados.

Eu li alguns textos, assisti a dois vídeos e senti um certo alívio: enfim, temos um lugar onde recorrer para nos informar com segurança.

Para demonstrar a vocês, escolhi o assunto campeão de dúvidas das bailarinas: quando começar o treinamento nas pontas. Além de ler o texto, assistam ao vídeo, é um teste para saber se uma estudante de ballet está apta para as pontas. O que tem de gente que não passaria nem no primeiro exercício…

Mas antes, acessem o site, a página no Facebook e o canal no YouTube. Além disso, espalhem para as colegas de turma, as professoras, as diretoras de escola. A nossa saúde agradece.

“Inicialização do exercício de ponta para bailarinos”, Dançando com Saúde, 2018. Para ler o texto, aqui.

Barra para intermediário/avançado

Há quatro anos, fiz um post sobre o canal da Kathryn Morgan no YouTube. Bailarina clássica, ex-solista do New York City Ballet, a meu ver, ela faz alguns dos melhores vídeos de ensino de ballet clássico.

Hoje ela publicou uma barra para o nível intermediário/avançado. Ainda não a fiz, apenas assisti, mas já gostei demais das sequências. Não se iludam: parece facinho, mas quem é iniciante provavelmente terá dificuldade em fazer essas sequências de uma maneira limpa e coordenada.

Para quem nunca assistiu nada dela, os vídeos de aula da Kathryn Morgan funcionam assim: ela explica toda a sequência, depois faz cada uma duas vezes, tanto do lado esquerdo quanto do lado direito. Assim, basta apertar o play e seguir com ela. Quem não entende inglês, pode ficar tranquila, ela não se aprofunda nas explicações então basta prestar atenção nos seus movimentos.

Quem quiser ver mais vídeos dela, com outros níveis de barra, sequências de centro e outras aulas, a playlist é esta aqui. Quem quiser ir para o canal completo, aqui.

Se depois de visitar o canal alguém pensou: “Cássia, será que posso aprender ballet sozinha?”, a minha opinião sobre o assunto está aqui.

Divirtam-se!

Intermediate/Advanced Ballet Barre, Kathryn Morgan

 

A física do “passo mais difícil” do balé

Em 2013, escrevi um texto sobre o livro “Physics and the Art of Dance”, de Kenneth Laws. Em outro texto, também contei que, graças a ele, eu finalmente consegui fazer pirueta decentemente. Por isso, vejo a física e o ballet como duas coisas indissociáveis; não só, mas como a primeira ajuda imensamente a realizar o segundo.

Essa introdução foi para falar deste vídeo: a explicação física de como acontecem os fouettés. É muito interessante e, o melhor de tudo, está legendado em português!

Se as legendas não começarem automaticamente com o vídeo, cliquem no primeiro quadradinho do lado direito e elas serão ativadas. Boa aula!

The physics of the “hardest move” in ballet, Arleen Sugano, TED.