Quer fazer ballet em casa?

Antes vista como uma atividade complementar às aulas regulares, fazer ballet em casa se tornou o ponto central em tempos de isolamento social. Em vários países do mundo, profissionais e amadores transformaram a sala de casa em sala de aula. Quem imaginaria isso poucos meses atrás?

A primeira vez que escrevi sobre estudar em casa foi em 2010. Outros textos vieram depois, além de indicações de vídeos e perfis de dança. Sempre fui adepta desse estudo, desde o meu começo na dança, mas ele não tinha a aceitação de hoje. Antes mesmo de ser a única opção, a oferta de material consistente e de qualidade só aumentava. Acho isso uma beleza, porque estudar pela internet é uma realidade. Não adianta brigar, não adianta lutar contra. Se assim é, que seja da melhor maneira. É bom para todo mundo e a dança agradece.

Eu separei vários posts escritos ao longo desses dez anos para quem quer estudar em casa. Atualizei alguns deles porque bastante coisa mudou desde então. Leiam, perguntem, peguem suas sapatilhas, fiquem em casa, lavem as mãos e dancem.

Estudar em casa (18 mar. 2010)
Quer começar a estudar ballet em casa, mas não tem ideia de como fazer isso? Esse é um guia básico para você estudar com segurança.
Para ler, aqui.

Barra fixa em casa (29 jun. 2010)
Eu tenho uma barra fixa no meu quarto e contei passo a passo como ter uma igual.
Para ler, aqui.

Guia de estudo (4 jan. 2013)
Esse é um guia para quem quer estudar além da parte prática.
Para ler, aqui.

Posso aprender ballet sozinha? (10 abr. 2015)
Não pode, mas pode. Como? No texto eu explico.
Para ler, aqui.

Quinze minutos (11 fev. 2016)
Para quem quer fazer ballet em casa, mas não tem tempo, eu explico como estudar em apenas 15 minutos por dia. Vá por mim, dá certo.
Para ler, aqui.

Como eu aprendi a fazer pirueta, parte 1 (22 set. 2014) e parte 2 (25 set. 2014)
Parece brincadeira, mas eu demorei quatro anos para fazer pirueta decentemente. No primeiro post, eu contei todo o caminho percorrido, no segundo, eu explico as etapas para a pirueta finalmente acontecer.
Para ler a parte 1, aqui.
Para ler a parte 2, aqui.

Aulas de companhias de dança (4 nov. 2013)
Uma coisa é a aula de quem está aprendendo, outra, a aula de quem é profissional. No texto, eu explico as diferenças e de bônus há um vídeo de uma aula completa do Bolshoi em uma das salas do Royal Opera House.
Para ler, aqui.

Piruetas com consciência corporal

No ballet, a minha grande angústia era a pirueta. Não conseguia sequer aproveitar as aulas, como eu contei neste post bem antigo. Como eu sou paciente, demorei quatro anos para conseguir fazer uma pirueta que valesse receber esse nome, e contei toda a história em “Como aprendi a fazer pirueta (1)“. Esse é o único passo que não aprendi corretamente nas aulas, eu mesma tive de pesquisar e estudar para conseguir realizá-lo. Expliquei as etapas em “Como eu aprendi a fazer pirueta (2)“.

Talvez por isso, me incomoda demais quando ouço um “na hora a pirueta sai”. Não, não sai. Mesmo para as pessoas abençoadas com um eixo natural, pirueta é técnica, a exceção deve ser a falha, não o acerto. A técnica clássica não existe à toa.

Não há conhecimento que esteja pronto e acabado, sempre há algo para aprender. Em um comentário no blog, uma leitora disse que nas piruetas ninguém é melhor que o Ivan Duarte. Não pestanejei e fui pesquisar.

O Ivan Duarte é bailarino do Saratosa Ballet e ex-aluno da Petite Danse. Nesse vídeo do canal da escola, além de explicar como fazer bem uma pirueta, ele enumera quais os erros mais comuns e como corrigi-los. Segurem o queixo, as piruetas dele são perfeitas.

Dicas para girar mais! Piruetas com consciência corporal, Ivan Duarte. Petite Danse, 16 ago. 2017.

Dançando com Saúde

Talvez um dos temas que mais questionei neste blog nesses anos todos é: a saúde em primeiro lugar. Nunca achei justificável danos à saúde física, mental ou emocional em prol da dança. Se assim é, existe algo errado.

Durante bastante tempo, essa ideia era contrária ao senso comum do ballet clássico. Só valia se doesse, machucasse, sangrasse. Finalmente, nos últimos anos, isso tem mudado.

Avanços nas áreas de saúde voltadas específicamente ao esporte e à dança, profissionais e departamentos especializados em grandes companhias mundo afora. A mudança aconteceu por um motivo simples: corpo saudável dança melhor e por mais tempo.

Toda essa introdução para falar sobre o portal Dançando com Saúde. A equipe é constituída por um grupo de profissionais: médico, fisioterapeutas, psicóloga e nutricionista. Em cada texto, sabemos quem são os autores e, por isso, compreendemos como as áreas estão muitas vezes interligadas. Além disso, há um canal no YouTube com vídeos que complementam as informações de alguns temas tratados.

Eu li alguns textos, assisti a dois vídeos e senti um certo alívio: enfim, temos um lugar onde recorrer para nos informar com segurança.

Para demonstrar a vocês, escolhi o assunto campeão de dúvidas das bailarinas: quando começar o treinamento nas pontas. Além de ler o texto, assistam ao vídeo, é um teste para saber se uma estudante de ballet está apta para as pontas. O que tem de gente que não passaria nem no primeiro exercício…

Mas antes, acessem o site, a página no Facebook e o canal no YouTube. Além disso, espalhem para as colegas de turma, as professoras, as diretoras de escola. A nossa saúde agradece.

“Inicialização do exercício de ponta para bailarinos”, Dançando com Saúde, 2018. Para ler o texto, aqui.