Zoey’s Extraordinary Playlist

Zoey é uma jovem programadora tentando lidar com a doença degenerativa do pai. Para descobrir se também está com a doença, ela faz uma ressonância magnética e acontece o inesperado: depois de uma espécie de curto-circuito durante o exame, ela começa a ver as pessoas cantarem o que estão sentindo. Assim, sua vida se transforma em um musical involuntário.

Trailer de Zoey’s Extraordinary Playlist (Zoey e a sua fantástica playlist), Globoplay

Parece banal, mas a série Zoey’s Extraordinary Playlist é incrível. Ela tenta ajudar as pessoas, sem necessariamente contar o que sabe, e acompanhamos as questões de sua vizinha, seu melhor amigo, seu crush, seus colegas de trabalho, sua chefe (a eterna Lorelai Gilmore!), sua mãe, seu irmão, seu pai, o cuidador do pai… Nada ali é banal, todos estão lidando com problemas que nós mesmos passamos em algum momento da vida. Existe ali um equilíbrio entre o drama e a delicadeza. Choramos, sem qualquer exagero por parte da série para que isso aconteça. Além disso, o final da temporada é sensível e emocionante.

“I’ve Got The Music In Me”, Zoey’s Extraordinary Playlist, episódio 2, primeira temporada. Foto: Sergei Bachlakov/NBC.

Bem, mas por que falar dessa série em um blog sobre dança? Porque, além de cantar, as pessoas dançam. A responsável pelas coreografias é a Mandy Moore, bastante conhecida por quem acompanha o programa So You Think You Can Dance. Colecionadora de prêmios Emmy, ela ganhou mais um por seu trabalho nesta série pelas coreografias de “All I Do Is Win“, “I’ve Got The Music In Me” e “Crazy” (clique nos títulos para assistir).

“All I Do Is Win”, Zoey’s Extraordinary Playlist, episódio 1, primeira temporada

O que mais gosto nas coreografias é que elas compõem a cena e fazem parte dos sentimentos de quem está cantando. Além disso, Mandy Moore coreografa perfeitamente para cada protagonista da cena, assim, em momento algum pensamos: “Essa pessoa aí não sabe dançar!”. Claro, é evidente que os figurantes são profissionais de dança, mas só notamos porque conhecemos minimamente o assunto para perceber esse detalhe. De maneira geral, isso sequer entrará em questão.

Por fim, a série é um afago no peito, nos mostra como a música e a dança podem caminhar de mãos dadas com os nossos sentimentos e expressar o que não conseguimos dizer de outra maneira.

*

Para assistir: no Brasil, a série pode ser vista no Globoplay, legendado em português, aqui.
Para assistir: Mandy Moore respondendo perguntas sobre as coreografias, em inglês, aqui.
Para ouvir: as músicas de todos os episódios estão aqui ou aqui.

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