Um cisne negro reconstruído

Em fevereiro de 2016, eu publiquei a respeito da reconstrução de O lago dos cisnes realizada pelo coreógrafo Alexey Ratmansky. O que é uma reconstrução? Uma remontagem o mais próxima possível da obra original.

Há tempos quero assistir à montagem completa, mas por enquanto vou me contentar com um grand pas de deux, o do cisne negro.

Por favor, separem doze minutos do seu tempo para assistir ao vídeo completo. Prestem atenção nos detalhes: os giros, a altura da perna (até eu, a defensora-mor da perna baixa, estranhei!), a coda (a dificuldade não está apenas nos fouettés), algumas sequências que continuam semelhantes até hoje. É lindo e emocionante de ver.

E não estranhem o figurino verde: na montagem original, Odile não era um cisne negro, era uma feiticeira. Confesso, achei muito mais bonito.

“Grand pas de deux do cisne negro”, O lago dos cisnes, Viktorina Kapitonova e Denis Vieira, Zurich Ballet.

9 comentários sobre “Um cisne negro reconstruído

  1. Eu gostei bastante da coreografia. Acho que é fascinante ver como o ballet mudou. Minha parte favorita foi a variação masculina: mais bonita e expressiva. Sempre senti que o príncipe no PDD do Cisne Negro só fica andando de um lado pro outro. Adorei o cabelo meio solto dela, o tutu… só que jesuis, achei a bailarina tão inexpressiva! Um sorriso colado no rosto o tempo todo, me deu aflição.

  2. Espetacular!!! E que orgulho ao ver mais um bailarino brasileiro brilhando nos palcos europeus!
    Amei os vários échappés ❤ Aliás, essa bailarina também é maravilhosa!
    Mas por que a música da variação masculina é diferente?

    1. Essa eu respondo!
      Na verdade, essa música era para ser a variação de Odile original, mas foi substituída por uma obra de Tchaikovsky para piano (orquestrada por Riccardo Drigo). Essa música, como ficou de fora, vez ou outra acaba sendo incorporada no Lago como variação masculina, tal como a montagem de Nureyev p Ópera de Paris (no 3° ato) e a do Royal Danish Ballet (no 2° ato) ^^.

  3. Vou confessar que gostei mais dessa versão do que das atuais! Mas em alguns momentos rola uma estranheza mesmo rs
    Achei o figurino dela um luxo e amei essa saia mais caidinha (chega a ser um tutu romântico? Não consigo decidir) no lugar do tutu prato/bandeja. O que me deu agonia foi vê-la girando com essas mechas de cabelo soltas batendo no pescoço! Socorro! Deve ser horrível.
    Quanto à altura da perna, só estranhei em um momento: durante o adagio, logo antes de a Odette aparecer ao fundo, quando ela faz developpé à la second depois traz a perna para o croisé. Senti falta de um cambré ali também, mas isso é de costume acho rs. Se essa coreografia é tão próxima quanto possível da original, as pernas baixas fazem sentido, porque eu já li (acho que foi a Cyndi ou a Julimel que comentou) que as bailarinas antigas não “gostavam” de pernas altas nem de múltiplos giros seguidos, pois consideravam esses passos truques de circo, coisas que estavam “abaixo” das bailarinas.

  4. Eu assisti à reconstrução inteira, mas interpretada pelo La Scala.
    Não gostei. Acho que nem é por ser muito diferente do que estamos acostumados a ver atualmente. Achei feio mesmo, inestético. As partes que mais gostei foram as do corpo de baile, nas cenas junto ao lago. O pas de deux do Cisne Negro foi justamente a parte que menos gostei! A coreografia é inexpressiva. Não tem outra palavra. Não me diz nada, não transmite nada. Não vejo nem sedução, nem a malícia da Odile, e acho que não é desmérito das bailarinas não!
    Eu não gosto de nada de Ratmansky, falando a verdade. Eita coreógrafo estranho!

    1. Bianca, reconstrução é uma montagem com base na coreografia original. O que você assistiu não foi obra do Ratmansky, ele apenas reorganizou e preencheu as lacunas da coreografia do Petipa e do Ivanov. Foi deles que você não gostou. Grande beijo!

  5. Amei o fato da bailarina parecer mais humana e menos cisne! E o príncipe dança mais que na versão original!

    1. Rodrigo, com a Odette acontece a mesma coisa, ela é muito mais humana e faz toda a diferença. Além de dançar mais, achei a variação do príncipe bem mais difícil, não é? Para os bailarinos deve ser bem mais interessante de dançar.

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